Desafio do Futuro – Um Futuro Incerto

Nada mais é como antes

Não vejo mais crianças na rua

Nas praças, nos parques.

 

Nada mais é como antes

Não vejo mais músicas com paixão

Todo mundo faz o óbvio

Nada é complicado

 

Nada mais é como antes

O homem reclama da vida

Mais não faz nada pra mudar

Nada mais é como antes

 

Sinceramente

Sinto pena

Por que nada é mais como antes

E assim

O mundo se encaminha

para o seu futuro incerto.

Elias

/Elias Rogério

Desafio Homenagem – É possível ser feliz depois da escuridão

sidneyUma homenagem ao livro Depois da Escuridão, de Sidney Sheldon

 

 

“A doce e angelical Grace Brookstein é a socialite mais querida dos Estados Unidos e leva uma vida de princesa. Até o dia em que seu marido, o bilionário Lenny Brookstein, dono do fundo de hedge Quorum, sai para velejar e nunca mais retorna. Enquanto lida com a trágica morte do marido, um novo escândalo abala a vida de Grace – bilhões de dólares desaparecem do fundo Quorum, provocando a falência de milhares de famílias. Grace torna-se a principal suspeita e da noite para o dia sua vida se transforma. Determinada a provar sua inocência, Grace embarca numa jornada que revelará que ninguém a sua volta é digno de confiança.”

 

Grace conhece então um audacioso agente do FBI, mas será que a essa altura ainda é possível  confiarem alguém ao ponto de se apaixonar?

Sim, poderia.Após descobrir que o roubo havia sido uma fraude de Lenny e que este permanece vivo morando na casa que era dos dois em uma ilha, Grace se vê envolta em sentimentos de vingança, mas mesmo após a morte dos cúmplices de Lenny e a punição em cadeira elétrica de seu marido, Grace não consegue mais seguir sua vida, deixando passar a chance de ser feliz ao lado do agente do FBI Hank, por quem se apaixonou, fugindo da cidade e o deixando para sempre. Mas será que este final poderia ter sido diferente para os dois?

“Grace então estava prestes a dar seu ultimo adeus a Hank, iria embora para sempre, estava decidida.

– Obrigada por tudo-  disse Grace, seus olhos eram vagos, mas havia uma réstia de emoção em sua voz.

– Você está livre agora, Grace, para fazer o que quiser, o pesadelo acabou, pode seguir em frente agora- os olhos de Hank brilhavam pela intensidade com que falava, com que a fitava

– Minha vida jamais será a mesma, não posso evitar.

– Você não está sozinha, Grace, deixe-me ajuda-la, tudo pode ser diferente- e dessa vez deu um passo em direção a ela

– Não irei envolver ninguém nesse caos que eu criei, não você.- uma lágrima ameaçava cair- Então decidir ir. Leve sua vida, Hank, obrigada e… Adeus.

Grace fitou Hank por mais alguns instantes antes de se virar em direção a estação de trem. Não foi preciso mais de alguns segundo antes que Hank segurasse seu braço a fizesse olhara em seus olhos antes de toma-la num beijo sufocante.

Se é possível ser feliz depois da Escuridão? Sim, é possível.Tão intenso, tão… Grace não sabia explicar, mas ali era seu lugar, estava em casa. Seria difícil seguir, mas se tivesse Hank ao seu lado seria capaz de enfrentar qualquer coisa, seria capaz de tentar novamente.

 /Isabel Ewelyn

 

Desafio Homenagem – A Quarta Lei

   I

Quem me dera, uma vez
Tornar-me triste
Mesmo uma estupidez
Sei que me instruíste

Faça de mim carne, oh senhor
Para que eu possa
Dedicar-me com penhor,
Sabes que é uma promessa

Por que nega-me a vida?
Tenho lhe obedecido
E não pagaste a dívida
De um homem agradecido

Que entenda a minha vontade
Meu coração (de máquina)

Com certa idade
Não suporta tal prisão (Lástima!)

Falta-me a dor
Mas sinto, no fundo
O amargor

Daquele que habita o mundo

H.K.Belknap

Isaac+Asimov

Homenagem ao livro “O Homem Bicentenário” de Isaac Asimov

Desafio Homenagem – Quem é capaz de julgar o amor?

 

clarice

“(…) farei o possível para não amar demais as pessoas, sobretudo por causa das pessoas. Às vezes o amor que se dá pesa, quase como uma responsabilidade na pessoa que o recebe. Eu tenho essa tendência geral para exagerar, e resolvi tentar não exigir dos outros senão o mínimo. É uma forma de paz…”

 

– Clarice Lispector

 

 

 

Embora a paz seja desejada por todos os apaixonados, nem sempre paz e amor caminham juntos amamos demais, nos damos demais criamos expectativas infindáveis, “a pessoa perfeita” que existia em nossos sonhos criaram decepções, meia verdades, mentiras desnecessárias, total desilusão…

Sem amor não se pode viver! Porém amor e paz e difícil de se ter…

Então, o que fazer, amar? Pagar para ver? Viver amando com medo de sofrer? Não ter paz? Viver amando alguém incapaz de compreender, incapaz de retribuir, de sentir seu amor , seu sofrimento, sua falta de paz…


Loucos aqueles que preferem não amar? Será? Quem somo nós para julgar…

/Daniela Valadares

 

TOP 10 – Livros Desejados (Skoob)

O que é o Skoob?

(…)

O skoob é o local onde você diz o que está lendo, o que já leu e o que ainda vai ler, seus amigos fazem o mesmo e assim, todos compartilham suas opiniões e críticas.

É também um lugar para fazer novos amigos, tem muita gente que gosta dos mesmos livros que você, nosso papel é ajudá-lo a encontrar essas pessoas e saber quais são suas dicas para a sua próxima leitura.

Confira aqui uma lista com o top 10 dos livros mais desejados, segundo os leitores do skoob.

1. A Menina que Roubava Livros – Markus Zusak

A_MENINA_QUE_ROUBAVA_LIVROS_1312921890PA trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade. A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto – e raro – de crítica e público.

 

2. O Menino do Pijama Listrado – John Boyne

O_MENINO_DO_PIJAMA_LISTRADO_1227911942PBruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os Judeus. Também não faz idéia de que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos de que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e, para além dela, centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com um frio na barriga. Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. “O Menino do Pijama Listrado” é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.

 

3. Jogos Vorazes – Jogos Vorazes – Livro 1 – Suzanne Collins

JOGOS_VORAZES_1362102589PApós o fim da América do Norte, uma nova nação chamada Panem surge. Formada por doze distritos, é comandada com mão de ferro pela Capital. Uma das formas com que demonstram seu poder sobre o resto do carente país é com Jogos Vorazes, uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão, em que um garoto e uma garota de doze a dezoito anos de cada distrito são selecionados e obrigados a lutar até a morte! Para evitar que sua irmã seja a mais nova vítima do programa, Katniss se oferece para participar em seu lugar. Vinda do empobrecido distrito 12, ela sabe como sobreviver em um ambiente hostil. Peeta, um garoto que ajudou sua família no passado, também foi selecionado. Caso vença, terá fama e fortuna. Se perder, morre. Mas para ganhar a competição, será preciso muito mais do que habilidade. Até onde Katniss estará disposta a ir para ser vitoriosa nos Jogos Vorazes?

 

4. A Culpa é das Estrelas – John Green

A_CULPA_E_DAS_ESTRELAS_1357954827PA culpa é das estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer – a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas.

Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar.

 

5. As Vantagens de Ser Invisível – Stephen Chbosky

AS_VANTAGENS_DE_SER_INVISIVEL_1360957371PAo mesmo tempo engraçado e atordoante, o livro reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe – a não ser pelo que ele conta ao amigo nessas correspondências -, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela.
As dificuldades do ambiente escolar, muitas vezes ameaçador, as descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir “infinito” ao lado dos amigos são temas que enchem de alegria e angústia a cabeça do protagonista em fase de amadurecimento. Stephen Chbosky capta com emoção esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a um amigo que não se sabe se real ou imaginário.
Íntimas, hilariantes, às vezes devastadoras, as cartas mostram um jovem em confronto com a sua própria história presente e futura, ora como um personagem invisível à espreita por trás das cortinas, ora como o protagonista que tem que assumir seu papel no palco da vida. Um jovem que não se sabe quem é ou onde mora. Mas que poderia ser qualquer um, em qualquer lugar do mundo.

 

6. A Esperança – Jogos Vorazes – Livro 3 – Suzanne Collins

A_ESPERANCA_1362102238PA jovem Katniss Everdeen sobreviveu aos mortais Hunger Games não apenas uma, mas duas vezes, e mesmo assim ela não tem descanso. Na verdade, os perigos parecem estar se agravando: o Presidente Snow declarou guerra contra Katniss, sua família, seus amigos, e todas as pessoas oprimidas do Distrito 12.

 

 

 

 

7. Em Chamas – Jogos Vorazes – Livro 2 – Suzanne Collins

EM_CHAMAS_1362102330PDepois da improvável e inusitada vitória de Katniss Everdeen e Peeta Mellark nos últimos Jogos Vorazes, algo parece ter mudado para sempre em Panem. Aqui e ali, distúrbios e agitações dão sinais de que uma revolta é iminente. Katniss e Peeta, representantes do paupérrimo Distrito 12, não apenas venceram os Jogos, mas ridicularizaram o governo e conseguiram fazer todos – incluindo o próprio Peeta – acreditarem que são um casal apaixonado. A confusão na cabeça de Katniss não é menor do que a das ruas. Em meio ao turbilhão, ela pensa cada vez mais em seu melhor amigo, o jovem caçador Gale, mas é obrigada a fingir que o romance com Peeta é real. Já o governo parece especialmente preocupado com a influência que os dois adolescentes vitoriosos – transformados em verdadeiros ídolos nacionais – podem ter na população. Por isso, existem planos especiais para mantê-los sob controle, mesmo que isso signifique forçá-los a lutar novamente.

 

8. As Crônicas de Nárnia – Volume Único – C. S. Lewis

AS_CRONICAS_DE_NARNIA_1359501682PViagens ao fim do mundo, criaturas fantásticas e batalhas épicas entre o bem e o mal – o que mais um leitor poderia querer de um livro? O livro que tem tudo isso é O leão, a feiticeira e o guarda-roupa, escrito em 1949 por Clive Staples Lewis. Mas Lewis não parou por aí, Seis outros livros vieram depois e, juntos, ficaram conhecidos como As crônicas de Nárnia.

Nos últimos cinquenta anos, As crônicas de Nárnia transcenderam o gênero da fantasia ‘para se tornar parte do cânone da literatura clássica. Casa um dos sete livros é uma obra-prima, atraindo o leitor para um mundo em que a magia encontra a realidade, e o resultado é um mundo ficcional que tem fascinado gerações.

Esta edição apresenta todas as sete crônicas integralmente, num único volume magnífico. Os livros são apresentados de acordo com a ordem de preferência de Lewis, cada capítulo com uma ilustração do artista original, Pauline Baynes. Enganosamente simples e direta, As crônicas de Nárnia continuam cativando os leitores com aventuras, personagens e fatos que falam a pessoas de todas as idades, mesmo cinqüenta anos após terem sido publicadas pela primeira vez.

 

9. A Guerra dos Tronos – As Crônicas de Gelo e Fogo – Livro Um – George R. R. Martin

A_GUERRA_DOS_TRONOS_1299188140PQuando Eddard Stark, lorde do castelo de Winterfell, aceita a prestigiada posição de Mão do Rei oferecida pelo velho amigo, o rei Robert Baratheon, não desconfia que sua vida está prestes a ruir em sucessivas tragédias. Sabe-se que Lorde Stark aceitou a proposta porque desconfia que o dono anterior do título fora envenenado pela manipuladora rainha – uma cruel mulher do clã Lannister – e sua intenção é proteger o rei. Mas ter como inimigo os Lannister pode ser fatal: a ambição dessa família pelo poder parece não ter limites e o rei corre grande perigo. Agora, sozinho na corte, Eddard percebe que não só o rei está em apuros, mas também ele e toda sua família.

 

10. Morte Súbita – J. K. Rowling

MORTE_SUBITA_1366071183PQuando Barry FairBrother morre inesperadamente aos quarenta e poucos anos, a pequena cidade de Pagford fica em estado de choque.

A aparência idílica do vilarejo, com uma praça de paralelepípedos e uma antiga abadia, esconde uma guerra.

Ricos em guerra com os pobres, adolescentes em guerra com seus pais, esposas em guerra com os maridos, professores em guerra com os alunos… Pagford não é o que parece ser à primeira vista.

A vaga deixada por Barry no conselho da paróquia logo se torna o catalisador para a maior guerra já vivida pelo vilarejo. Quem triunfará em uma eleição repleta de paixão, ambivalência e revelações inesperadas? Com muito humor negro, instigante e constantemente surpreendente, Morte Súbita é o primeiro livro para adultos de J.K. Rowling, autora de mais de 450 milhões de exemplares vendidos.

 

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Bloqueio Mental/Criativo é um problema?

PrintUma conversa em nosso grupo, me fez pensar um pouco mais neste assunto e me veio a questão: o bloqueio mental é um problema?

Pode parecer que não, mas é uma questão delicada e que exige sim um tempinho pra reflexão.

Vamos a uma breve definição: “O bloqueio mental, como o nome mesmo nos diz, é um impedimento, uma limitação no âmbito subjetivo/psíquico. É algo que nos impede de realizar alguma atividade em particular. É um mecanismo involuntário do nosso organismo ativado em momentos de possível agressão a nossa integridade, seja ela física ou moral.”

Em outras palavras, o bloqueio nada mais é do que um momento em que você não consegue fazer muita coisa. Seja com um escritor, desenhista, músico, pintor… Quando se passa por esse bloqueio, você fica limitado a criar. Mas por que ele aparece? Bem pode ser por medo, cansaço, falta de motivação, depressão, ou algum outro fator pessoal do indivíduo.

Agora a minha questão, o bloqueio é um problema? Bem, Eu, Psiquê, particularmente acredito que não. Todo mundo que faz alguma coisa, ainda mais quando faz uma coisa que gosta, se empenha ao máximo para fazer sempre muito bem feito. Procura formas, inventa outras, adapta outras e assim vai melhorando a sua própria criação. Mas um dia você começa perceber que por mais que você pegue uma coisa ali, coloquei outra lá, o nível já não é mais o mesmo. Parece que você já usou tudo que tinha pra usar, já inventou tudo que tinha pra inventar e agora só consegue fazer as mesmas coisas. Neste caso, um bloqueio mental é de certa forma bem vindo, pois você vai se esforçar para fazer algo e não consegue. Esse “não conseguir” ajuda você a ir treinando as ideias. Ajuda a sua mente a se reciclar e quando menos se espera, aquelas três ou quatro ideias que você trabalhou individualmente e não serviram pra muita coisa, ficam totalmente incríveis quando colocadas juntas, e seus pensamentos criativos voltam como antes.

Mas isto, é em relação a este caso. Como já disse, existem vários fatores que levam ao bloqueio, e muitos, na maioria das vezes, só dizem respeito a cada pessoa (uma separação, morte na família, problemas financeiros, entre outros). Acho sim que o bloqueio é bem vindo, DESDE QUE ele não te prejudique a ponto de abandonar aquilo que você um dia gostou tanto de fazer.

Claro que isso vai de opiniões e opiniões. Este é o meu ponto de vista. Ninguém é obrigado a concordar com ninguém, e ainda bem que não, pois o mundo seria bem mais chato assim.

Como disse a Suh Oliveira  lá no grupo: “(…) cada um com sua opinião. Eu acredito que é algo para ser evitado e solucionado mesmo. Porque escritor tem que escrever. (…)”.

Zapeando rapidinho em alguns sites, vi um pouco sobre um artigo bem interessante.

Só explicando aqui, novamente, Eu, Psiquê, concordo que devemos sim ter um momento de pausa, para renovar as nossas ideias, mas jamais, permitir que isso se torne um bloqueio permanente.

Sobre o artigo, fala sobre não deixar que nós viremos “elefantes de circo”:

“Você já observou elefante no circo? Durante o espetáculo, o enorme animal faz incríveis demonstrações de força. Mas, antes de entrar em cena, permanece preso, quieto, contido somente por uma corrente que aprisiona uma de suas patas a uma estaca cravada no solo.

A estaca é só um pequeno pedaço de madeira. E ainda que a corrente fosse grossa, parece obvio que ele poderia, com facilidade, arrancá-la do solo e fugir.
Mas, por que ele não foge?

A resposta é simples: o elefante não escapa porque foi preso à estaca ainda muito pequeno.
Naquela época, a estaca era muito pesada para ele. Depois de muito tentar, o animal já crescido, aceitou o seu destino: ficar amarrado na estaca, eternamente, esperando a hora do espetáculo.

O elefante enorme não se solta porque acredita que não pode! O mesmo acontece com muitas pessoas. Depois de ouvirem alguns ” nãos ” ou simplesmente porque algo deu errado, passam a acreditar que ” não podem “.

Ficam presas ás estacas do fracasso e de uma vida limitada só esperando mais um dia de humilhação, e como o elefante de circo, já não percebem que possuem dentro de si a força para quebrar qualquer estaca que amarra suas vidas.

(…)”

Encerrando aqui, Descubra o motivo do seu bloqueio, se for algo que vá te prejudicar muito, vença-o. Se for algo que pode te ajudar mais tarde, desfrute, tenha domínio sobre o sue bloqueio, para não ficar num bloqueio eterno.

 

Psiquê (Juh).

fontes:

Definição: Vulnerável: Bloqueio Mental (Clique Aqui)

Elefante de Circo: Nação dos Vencedores: Bloqueio Mental (Clique Aqui)

Relato de um Viciado – Minha confissão e despedida

fábio

 

Eu não sinto orgulho, na verdade me envergonho demais. Tudo pareceu tão bom na hora, mas agora toda a luz se tornou trevas.

Meu nome? Não, vamos manter essa parte em sigilo está bem? Prefiro apenas dizer que tenho vinte e dois anos e já não posso mais dizer que tenho uma vida, eu me perdi quando tentava me encontrar.

Quando tinha apenas doze anos vi coisas, vivi coisas que destruíram a minha alma, o meu corpo, o meu coração. Em uma noite senti que toda a minha vida não passava de uma mentira, mas não vamos falar sobre isso, não é o que realmente importa.

Sim, eu fui fraco, eu tentei fugir, me esconder, negar a verdade. Acabei com uma garrafa de Whisky com poucos goles e o meu objetivo estava concluído. Naquela noite eu não pensei em nada, não vi nada. Alcancei a paz da inconsciência. O problema foi que eu gostei. Nos meses que se seguiram eu sempre ia até a casa de amigos e bebia escondido, ficava para dormir e dessa forma ninguém desconfiava. Hoje vejo que com quinze anos já era um alcoólatra. O pior é que eu gostava. Foi aos quinze que meus pais descobriram, cheguei em casa trocando as pernas, um amigo me trouxe, não conseguia nem mesmo andar sozinho. Me lembrando agora sinto muita vergonha, mas na época que isso aconteceu eu pensei estar ganhando status com os meus amigos, afinal, eu sempre era convidado para todas as festas e estava sempre rodeado de pessoas.

Com dezessete anos fui passar o carnaval em uma casa de praia com alguns amigos. Foi a primeira vez que eu fui parar em um hospital por causa da bebida. Perdi a consciência naquela noite, sofri um bloqueio de memória e não me lembro de nada a não ser acordar em um leito de hospital.

No meu aniversário de dezoito anos resolvi me dar um presente. A bebida não estava mais me satisfazendo então resolvi fumar um baseado. Nem me lembro do que aconteceu, do que eu senti ou como reagi. Estava muito bêbado quando fumei. Fui com um grupo de amigos para uma praia a lá queimamos o baseado. Sei que no outro dia acordamos lá mesmo, mas o que fizemos eu não tenho ideia. Por falar nisso, o meu melhor amigo morreu de overdose. A mãe dele o expulsou de casa depois de ele vender a televisão novinha que ela tinha comprado, vendeu para pagar a erva, mas quando ela mandou ele ir embora, ele ainda conseguiu roubar a bolsa da sua avó. Ela tinha acabado de receber a pensão e ele cheirou todo o dinheiro que pegou. Estava muito nervoso e irritado com a mãe, ela não entendia que ele ir morrer se não pagasse. Ele pagou, comprou mais, fumou e cheirou tudo. Ele não aguentou. Quando vi isso acontecer com ele, eu deixei a minha casa. Sai até do meu estado. Vez por outra eu telefono para a minha mãe para dizer que eu estou bem, digo que eu estou trabalhando, morando com amigos e fazendo faculdade, pois o sonho dela foi me ver formado. Não tenho coragem de contar para ela a verdade. Ela já sofreu demais por tudo o que aconteceu no passado e pela vida que eu escolhi, não posso dar mais desgostos para ela. Não falo com o meu pai há quatro anos desde quando sai da minha casa. Ele é o culpado do sofrimento da minha mãe.

Eu comecei com álcool e já experimentei de tudo, de tudo mesmo. Uma coisa vai abrindo a porta para a outra sabe. Quando uma substância deixa de lhe fazer viajar, de lhe dar prazer ou paz, ela deixa de servir e você vai para uma mais forte. Hoje estou nas ruas, já fui internado duas vezes em clinicas de recuperação, mas não tem jeito não. Já sei qual é o meu destino. Todos os dias eu peço dinheiro a todo mundo para garantir uma pedra, pois é somente nesse momento que eu tenho paz. Não sinto fome, frio ou medo. As vezes eu guardo carros, as vezes eu ajudo as pessoas e as vezes eu também roubo. Não tenho mais controle sobre o que eu faço.

Olhando agora para o passado eu tenho certeza de que se naquela noite a dez anos eu conseguisse manter a minha ilusão eu não teria vindo por esse caminho. Teria feito a faculdade de direito que eu sempre quis, teria a minha casa e talvez tivesse me casado. Sonhos distantes que jamais irão se realizar. Não consigo nem me concentrar direito hoje em dia.

Não me entristeço pela vida que levei, pois fiz o que pensei ser melhor. Me envergonho de ter sido covarde e não ter conseguido encarar aquele problema de frente, em ter escolhido fugir e me juntado a pessoas que não tinham a menor perspectiva de futuro, em querer impressionar pessoas vazias. Sinto por minha mãe que não vai mais receber notícias minhas e ficará preocupada, mas não posso deixar ela me ver como estou hoje, ela não vai suportar ver a pessoa que eu me tornei. Conto os dias, durmo sem saber se irei acordar, mas quando eu cheiro, eu me sinto em paz. Sei que morrerei em breve, na verdade eu até desejo a morte porque a muito tempo eu me sinto morto e porque eu sei que isso só terá um fim quando eu morrer. Não chore por mim minha mãe, eu já estou morto, se escolhi deixá-la foi por não aguentar viver ao lado do crápula do meu pai e não querer ser mais um estorvo para a senhora. Não vai ser preciso enterrar seu filho, a vida já se encarregou disso.

Trago esse bilhete em meu bolso para que aquele que encontrar o meu corpo possa encaminhá-lo para a minha mãe, o endereço está no verso.

Peço mais um favor a nobre alma que puder fazer isso por mim: Diga a minha mãe que trago comigo o seu sorriso e o seu abraço e os levarei comigo para onde eu for. Diga a minha mãe que eu amo e que peço perdão. Perdão por tê-la deixado sozinha com aquele cara.

 

A noite sempre é mais escura antes do amanhecer…

 

/Fábio Carlos