Desafio da Sereia – Morri por ti, minha Sereia

 

 

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Um jovem rapaz, esguio um pouco pálido, olhar perdido no tempo, caminhava pela orla. Avistou uma gigantesca pedreira, um precipício e pensou ” por que não pular “.

 

Correu até o pedreira com a única certeza, aquele era seu lugar, passos largos apressados rumo ao abismo…

 

Não perdeu tempo, já na ponta da pedreira, braços abertos, corpo inclinado, jogou–se…

 

Seu corpo mergulhado no mar em uma velocidade frenética alucinante, o frenesi era surreal, chegou ao fundo do oceano respirando, sorria…

 

Uma forte luz surgiu repentinamente, sorrisos, chamados, enfim uma doce voz pronuncia a frase :

 

– Você voltou para mim… tentei te libertar.

 

 

Sem nada entender o rapaz se afastou, a criatura doce e bela, com voz adocicada, tentava explicar.

 

– Eu sou sua sereia te encantei no alto–mar, nós apaixonados loucamente, pensávamos que o amor iria perdurar, você humano eu sereia, resolvi te libertar mais sua infelicidade foi tamanha que você mesmo inconscientemente resolveu voltar, se jogar daquela gigantesca pedra rumo ao fundo do mar, veio me reencontrar.

 

 

Rosto rubro sem ar, a memória do rapaz volta como um flash, caminha rumo a sua amada.

 

– Minha Sereia, duas vezes te encontrei, por ti me matei, duas vezes te amei, se for preciso infinitas vezes morrerei pois contigo sempre estarei…

 

 

 

/Daniela Valadares Aleixo

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