Desafio “Sexo – Onde esteve?

getEla estava amarrada. A cabeça doía e sentia tonturas. Estava numa cadeira, em meio a um galpão vazio, na mais pura escuridão. O ar era pesado e o silêncio quase absoluto se não fosse os grilos do lado de fora. Ficou naquela inércia por quase meia hora, e talvez tenha se passado mais tempo, não lembrava se havia dormido nesse meio tempo.

Eis que ouviu um forte barulho e uma luz forte se acendeu. Seus olhos agora doíam com a claridade e a dor de cabeça estava mais acentuada. Ouviu passos que ecoavam no galpão. Quando conseguiu enxergar, ele já estava na sua frente.

Era alto, usava roupas largas e o cabelo grande na altura dos ombros. Sua feição era severa, mas seus olhos tinham um doce brilho travesso. Ele se agachou e ficou com o rosto de frente ao dela. Sua cabeça estava confusa, pensou em perguntar, mas só conseguia gritar de pavor. Ele deu um tapa em seu rosto e a beijou. Levantou-se e seguiu de volta a porta do galpão.

O terror era claro, e a respiração estava ofegante. Gritou por ajuda, perguntou o porquê, mas não obteve nada além de sorrisos sarcásticos como resposta. Ele saiu e quando voltou, trazia duas maletas. Colocou-as no chão lado a lado e abriu a da esquerda. Apesar de não falar, parecia um tanto nervoso. Antes de mostrar o conteúdo da maleta, se levantou, tirou a camisa e enxugou o suor da testa. Abaixou-se novamente em direção a maleta e ao se levantar olhou novamente para ela de forma travessa.

Se aproximou dela com um embrulho nas mãos. Uma faca enrolada num pano branco. Mostrou pra ela e ficou acariciando o seu rosto com a lâmina. O toque frio da faca em suas bochechas, mesmo que sem cortar, a fazia tremer e chorar, pedindo por misericórdia. Então novamente ele deu um tapa em seu rosto e desta vez beijou sua testa. Pegou a lâmina e fez alguns cortes nos ombros brancos dela.

O suor frio se misturava com o sangue e os gritos de dor se misturavam aos de horror. Ele continuou cortando seu corpo, cortes não tão profundos a pontos de causar uma hemorragia mas o suficientes para que o sangue saísse mesmo assim. Ela se contorcia de dor e horror ao ver seus sangue, manchando suas roupas e respigando no chão. Ele pegou outra cadeira e ficou observando, de frente pra ela. A lâmina ainda estava com o sangue da dama e ele fazia questão de passar em sua língua suavemente, saboreando e desejando mais daquele néctar.

Sem nenhum tipo de aviso, voltou a maleta da esquerda e agora tinha um pedaço de tecido em sua mão. Ao chegar perto dela, enxugou o sangue de seus braços com o pano e depois o enrolou em volta do seu pescoço. Ela tentou mais uma vez gritar inutilmente mas, foi impedida por um movimento súbito que apertou o tecido em seu pescoço, a fazendo sufocar. Ele deu um nó e prendeu uma parte na cadeira. Agora seus espasmos eram por conta do seu leve enforcamento e mais uma vez ele sentou na cadeira a sua frente e ficou observando. A devorava com os olhos e não se conteve em seu prazer sado e começou a se tocar. Logo estava sobre ela, mordendo as feridas das facas e forçando mais o pescoço da dama com as mãos.

Quando ela estava quase desmaiando, foi até a maleta da direita e tirou uma pistola. Ela não conseguia mais abrir os olhos e não pode ver a próxima peça de sua execução. Ele tinha um silenciador e foi andando até ela calmamente. Ao parar na sua frente, soltou o tecido e deu um beijo em sua boca, com tamanha volúpia que sua respiração serviu de apoio para a dela. Ainda com os olhos fechados e com o corpo mole, ele apontou em direção ao seu peito e atirou. Foram três disparos com tamanha precisão que só um profissional conseguiria. Soltou as amarras e deixou o corpo repousar no chão. Guardou as coisas em suas respectivas maletas e saiu. Depois de pelo menos meia hora, ele voltou e o corpo dela estava lá. Ele então tirou sua calça e começou a despir o corpo frio, e logo ele estava tomando com uma selvageria desconhecida. A penetrava com força e dava tapas em seu rosto, mordia seu ombro e apertava seu pescoço com as mãos. Quando chegou ao seu ápice, deitou-se exausto ao lado dela e acariciava-lhe os cabelos, como se ela ainda estivesse com vida.

Depois de um tempo, se limpou e se vestiu. Pegou o corpo no colo e o levou para fora onde uma cova estava lhe esperando. A enterrou, e deixou a bela dama em seu descanso eterno.

Pegou seu carro, voltou para casa. Entrou como se nada tivesse acontecido e beijou sua esposa.

– Onde esteve até essa hora querido?

– Resolvendo coisas da empresa meu amor…

 

/juhliana_lopes

Anúncios

Uma resposta em “Desafio “Sexo – Onde esteve?

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s