Desafio Mundo Perfeito – Busca pela Paz

lucimary

Estranhamente eu que vivo tão alienada no mundo de notícias pessimistas, recusando-me a ver telejornais, recusando-me a perder tempo com o lixo que vai sendo posto nas redes televisivas. Estou debaixo do medo, parece que nestes 15 minutos que se passam o medo apoderou-se de mim. Talvez por perceber a insignificância, a minha pequenez diante desta massa global.

Há uns longos anos, tenho optado na minha vida, nas minhas relações e nas minhas escolhas, pela paz. Já não suporto pessoas conflituosas, pessoas que criam jogos obscuros de destruição do outro. Bom alguém pode pensar que estou escrevendo isso direcionado, mas não, não estou mesmo. Sinto-me incomodada com o que se passa no mundo, parece que neste meio tempo simplesmente despertei e vi o tudo a minha volta.

O medo vem disso, embora eu saiba que não estou só, que existe comigo o que a muito tenho construído com meu pensamento, um forma maior, a força de Deus; uma força de pensamentos positivos para sempre atrair somente o bem no meu caminho.
Simplesmente sinto-me só.
Simplesmente me vejo com medo.
Medo do mundo em que estamos todos coabitando.

Dei por mim a pensar este mundo, e verdade seja dita, ninguém mais fala de paz. Já ninguém manifesta o desejo de um mundo melhor, de repente parece que entramos num grande redemoinho do qual estamos incapacitados de sair.

Paz…
Complexo demais para a pensarmos como um bem maior a adquirir?
Se com todas as guerras e motins os homens ditos HUMANOS, já não conseguem um mundo melhor?
Estamos nós HUMANOS desesperançados?
Ou simplesmente nós HUMANOS, CIVILIZADOS, estamos simplesmente nos matando uns aos outros?
GUERRAS, MANIFESTAÇÕES, DEBATES, GRUPOS, FACES, PALESTRAS.
O mundo continua girando e a nossa volta nada tem mudado, nada tem melhorado, nada estamos fazendo?
Estaremos de fato no caminho certo?

Paz…
Complexo demais…
Mahatma Gandhi dizia:
“Temos de nos tornar a mudança que queremos ver”.
Meu medo é justamente este, ESTA MUDANÇA.
Só vejo instintos de revolta, de guerras e manifestações, de reivindicações.
Quando pela paz e com a paz seriamos muito mais que vencedores.
Estamos todos nos matando uns aos outros, iludidos que estamos lutando por um mundo melhor. Seremos todos nós afinal HIPÓCRITAS?
Sinto-me só exatamente por perceber que estou só em meio a uma multidão que já ninguém consegue ver o outro, nem mesmo a si.
Tenho medo por perceber que neste redemoinho existe somente a dor de cada um, a ânsia de sobrevivência do EU, o desacreditar do todos que afinal até poderia de fato existir um Supremo Ser divino.
E aí neste ponto percebo que não estou só, como disse anteriormente.

Porque mesmo sendo uma partícula microscópica neste mundo que anseia por guerras e não pela paz, que dita solidariedade mas, vira a cara ao irmão necessitado, que não aperta a mão ao mendigo estendido na rua, porque sei lá, que proclama aos quatro ventos UM NOVO MUNDO, quando não consegue sequer encontrar-se dentro de si; que criam leis para crianças, para homens, leis estas que tem um pomposo título de “DIREITOS HUMANOS” mas, se matam em motins e guerras e desvirtuam estatutos antes ditos como sagrados, homens que transgridem leis sagradas, violam suas mulheres e crianças; somos constantemente traídos por nós mesmos, pois queremos e desejamos algo que nada tem a ver em nome deste SUPOSTO NOVO MUNDO.

Sou como uma partícula microscópica, nada tenho, nada sou, vim a este mundo nua e descerei um dia a terra, desfazendo-me em último processo ORGÂNICO em HÚMUS.
Mas somente de uma coisa estou certa nesta minha tão breve passagem, nesta minha inútil concepção de ser imperfeito que sou, de ser que quer o bem ao seu irmão, que não compreende esta dor que faz a guerra virar um campo minado de sangue derramado sob a terra, que outrora fora por nossos ancestrais dita e tida como sagrada, que já não compreende e já não atende o chamado para o terror; digo por mim mesma e embora vocês não vejam, existe uma assinatura abaixo deste texto, uma assinatura invisível, de quem esta comigo. Porque eu sei que não estou só.

E ao pó todos nós voltaremos afinal!

Ilusões breves e passageiras de um mundo louco!

Dito HUMANO.

 

Lucimary Moura

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Uma resposta em “Desafio Mundo Perfeito – Busca pela Paz

  1. olá querida Juliana Lopes que saudades do grupo, miha vida deu umas voltas e por isso também dei uma desaparecida. Ju, encontrei sua mensagem na caixa de mensagens no arquivo “outras”, fiquei triste por não a ter visto antes e não lhe ter respondido na altura. Fica aqui meu agradecimento pelo carinho e por sua dedicação ao trabalho do grupo, que acredito ter alcançado um sucesso enorme. Um beijinho. Lucimary Moura.

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