Desafio Sentimento das Cores – O francês e a Marela

Ele era vermelho, duro, quente. Ela, Marela, úmida, alegre. Ele, sisudo. Ela, jovial. Encontraram-se na porta do Museu. Caminharam lado-a-lado sem trocar palavra até estarem diante da tela – O Jardim Japonês. Imóveis. Finalmente ela suspirou baixinho. Ele surpreendeu-se por ela não ser francesa. Parecia francesa admirando um francês de Le Halles. Ela espantou-se por ouvir aquele homem vermelho falar francês.

Violet, la nuance de vert, est le mon repos.

– Buono! Violet, la base de la verd, où tout commence.

Vert, infinies tons et des possibilités infinies si ya la lumière, c’est ce que je ressens à propos de la vie.

– Tutte le tonalità dei verdi in Monet sono la preparazione per vostri Rossi.

– Oui, rouge qui est la vie de ses jardins.

Rossi dei lunga vita del suo lavoro insieme com quello giallo.

Jaune est certainement ce qu’est la vie

– Il giallo è la luce dell’impressionismo

Dito isto, olharam-se. Marela sorriu. O vermelho francês estendeu-lhe a mão para que ela se levantasse. Desceram as escadas, pegaram seus casacos. O dela era amarelo. O dele, cor de telha queimada. Os guarda-chuvas eram pretos, misturaram-se. Assim como misturaram-se também os braços e, em pouco tempo no banco frio do parque, as bocas. Não demorou e os corpos embaixo de grossos cobertores coloridos e no calor do aquecimento a gás tornaram-se uma só cor. Orange, arancione, alaranjada.

/José Leão

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