Desafio dos Seres – Crônica do Não Retorno

arctos

 

Flor, ouça esta boca dizer.

Nasci sobre joelhos e sorri.

Meu mar te escuto como fria brisa…

Por que fala assim para mim?

Sua voz é fraca, me olhai.

Olhai-me nos olhos, não me tema.

Não interrompa, minha flor.

Sobre as colinas e montes e montanhas eu percorri.

De meu coração estive distante.

Em loucuras escuras e vazias e desertas, estive só.

Sem o sol, afundando sempre.

Os passos na lama eram de desespero,

Então estava parada bem ali,

Espelho d’minha alma

Tinha o sol,

E no cabelo estrelas…

O universo no teu olhar trouxe esperança a um coração.

Os seus lábios o descanso para um ébrio de paixão.

Os braços que levam os filhos meus…

Não recordo de ser vendido à espada,

Não recordo o amor às batalhas,

Não sei de minhas lágrimas que tirei de vidas,

Ou do que aguarda na finda partida…

Sempre te levarei como o mais precioso de mim!

Lembrarei de que fora gentil até fim.

Um horizonte de ramos e de flores,

No coração que me zelou…

Que arrancou do meu peito mil angústias,

E aliviou o espírito empobrecido.

Seu riso, sua dança

Acalmaram meu coração,

E sem ferir conquistou minha razão.

Graças a você pude ser águia a voar.

Levou-me acima do que pude desejar.

Mergulhei no infinito,

Mudei meu destino.

Só peço que não chore por eu não voltar.

O que lamento é lhe deixar…

 

Arctos Astheria

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