Desafio Relâmpago (Fantasia) – Será que sou um anjo das trevas?

anjo-sombra

 

Inquieta, rolando na cama de um lado para o outro, Alana tenta dormir. Havia algumas semanas que não conseguia pregar os olhos. Ela pega o celular que está de baixo do seu travesseiro para poder ver as horas. Já passava das três da madrugada, ela pensa em tomar um calmante mesmo que o sono não venha, ela poderia relaxar.

Apenas com a luz do celular acesa, tenta chegar atéo canto do quarto para pegar sua bolsa que estava no cabideiro, mas quando chegou à metade do caminho, pisou em algo e cortou seu pé esquerdoque começou a sangrar no mesmo instante. Abaixou-se para poder ver em que tinha pisado, porém, não conseguiu ver nada.

Apoiando o peso do seu corpo sobre sua perna direita a jovem atravessa o quarto e vai em direção da porta para poder encontrar o interruptor. Quando acende a luz se surpreende. O chão do seu quarto está marcado com pingos de sangue. Como um simples corte conseguiu fazer todo aquele estrago?! Imediatamente Alana olha para seu pé, e constata que a ferida não era muito profunda, mas o que a teria cortado?

Procurando por todo o chão, encontra algo que parecia ser pequena de unha afiadíssima, um metal resistente. Curiosa, à morena de cabelos negros se ela se abaixa e pega a unha. Nunca e sua vida tinha visto nada parecido com aquilo. Ao olhar mais detalhadamente se espanta, viu a unha reluzir. ( Estaria ela delirando?)Como aquilo foi parar em seu apartamento? E o que exatamente seria aquilo?

Seu pé não parava de sangrar ela pega uma toalha envolve seu pé para vê se consegue fazer com que o sangramento cesse. Após limpar seu ferimento se deita, pois a dor era insuportável já não conseguia nem procurar a bolsa de remédios. Ao deitar seu corpo sobre a cama, Alana sente algo nas suas costas, encolhe os ombros algumas vezes para ver se o incomodo passava. Mas, não. Não passou e nem as horas, que se tornaram intermináveis. Um desconforto fora do normal estava assolando Alana, pois já não era somente seu pé que doía. A dor que estava sentindo nas costas estava ficando cada vez mais forte parecia que ela tinha dormido em cima de uma cama de espinhos, tal era o incômodo. Era como se tivesse lâminas encravadas bem no centro das costas, que queimavam, coçavam e ardiam tudo ao mesmo tempo. Sua força foi se esvaindo com a dor.

Vagarosamente ela tenta se levantar da cama e com muita dificuldade, ela se senta. Tudo em sua volta estava girando alucinadamente podia ver as paredes do quarto se movendo, sua visão ficou distorcida seus olhos ficavam cada vez mais pesados, a dor já tinha alcançado um nível insuportável seu sangue fervilhava em suas veias, o corpo gritava de dor…

Como em um flash suas costas se rasgam, e o sangue esguicha para todos os lados. Seu corpo fica coberto pelo seu sangue quente. Abruptamente ela se levanta, a ferida queimava ainda mais, e em um gesto de desespero ela lança suas costas contra a parede. Abismou-se com a sensação que teve, pois a dor foi dissipada no mesmo instante!

Alana pode sentir algo saindo das suas costas, grandioso e afiado. Em pânico ela tenta colocar suas mãos para trás na tentativa desesperada de descobrir o que era aquilo, lamentavelmente não consegue! Ela leva as mãos ensanguentadas ao rosto e chora desenfreadamente.

Com os olhos embaçados ela olha para a parede e vê uma imagem surreal; uma grande mancha de sangue no formato de um par de asas. Ela tenta se acalmar, ajeita seus ombros de forma que as asas possam ser tocadas por suas mãos. Incontáveis penas macias e negras que contrasta com as milhares lâminas extremamente afiada das pontas. Seu coração batia em um ritmo frenético e não conseguia raciocinar. Sua respiração diminui, e aos poucos volta a se sentir mal, leva uma das mãos ao peito e com a outra se escora na parede. O peso das asas faz com que ela se desequilibre e caia de bruços no chão. Sua cabeça bate na quina da mesinha de cabeceira, fazendo com que ela perdesse a consciência.

Lentamente Alana recobra a consciência, olha em volta e vê que não está mais em seu quarto, talvez estivesse tendo um sonho delirante, pois as asas ainda faziam parte do seu corpo, porém elas já não tinham lâminas, eram apenas penas brancas; longas e perfeitamente definidas que envolvia seu corpo como um escudo.

Não aguentando de ansiedade, ela sai do seu casulo, olha em volta e não acredita no que seus olhos mentirosos estavam vendo.

Uma imensa escuridão que ao longe, podia-se ver montanhas em chamas, como vales sombrios. No Sinistro céu, amedrontadoras nuvens negras nebulosas e bem por de trás das nuvens, lá estavam três inacreditáveis luas cheias, vermelhas com as bordas pratas uma paralela a outra.

Ainda muito fraca, ela tenta se levantar, tira as asas que estão envolvendo seu corpo, e quando nota, está desnuda! Então, volta a cobrir seu corpo com suas asas. Vendo logo abaixo um precipício onde corria um rio de águas negras fumegantes, alana já não raciocinava, já não era dona da si. Como se algo mais poderoso, uma força oculta a impulsionasse, ela se joga no precipício. Se fosse ela, um anjo negro, aquele seria o momento de ser revelar, em meia àquela sinistra e amedrontadora treva.

Fim

 

Daniela Valadares

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s