Desafio da Música – Anjo da Vingança

libre

Mortos por todos os lados formavam um grande tapete vermelho por onde ele passava e ria com escárnio.

Restaram apenas corpos ceifados pela sua lâmina cruel. Nenhuma vítima era inocente.

Suas mãos estavam banhadas pelo sangue de vidas que extirpou.

Ele estava apenas cumprindo seu papel, fazendo justiça.

Sua sentença era a morte!

O crime dos condenados era simples: Iam contra tudo aquilo que pregavam.

Eram todos hipócritas. Cometiam atrocidades em nome de sua falsa moral, vitimando tantos por apenas não seguirem os mesmos errôneos padrões que eles.

Para o ceifador de vidas, não existia um modelo a ser seguido. Como pessoas cheias de pecados poderiam julgar alguém?

Seria ele um demônio ou apenas um anjo justiceiro?

Fato é que não poupava ninguém. Jovens, velhos ou crianças! Todos os réus eram aniquilados, de acordo com o seu grau de merecimento. Uns com mais intensidade, outros nem tanto.

Sua espada era implacável, nem mesmo as lamúrias, gemidos e pedidos de clemência abrandavam seu coração.

Após sentença cumprida, ele partia deixando para trás os criminosos, com a certeza de seu dever cumprido.

Sobrava somente um enorme campo de corpos espalhados pelo chão.

A forte chuva que caía após a insana cena de terror, levava embora o rastro de sangue que ali ficou.

 

Td. Rodrigues

Música: Libre – Tristania

TRADUÇÃO

Livre

Encapsule a noite!
Embrulhe a verdade em papéis de bala
E faça para nós uma encharcada de sangue
Chorosa e triste
Podre até o núcleo
Festa

Eu fico com você agora, meu amigo
Minha língua de navalha está lambendo suas bochechas rosadas e
orelhas feridas
Eu sussurro segredos sórdidos que não são nem verdadeiros, nem
falsos
Eu seguro sua mão em desafio
Amplifique sua voz fraca contra o mau
Eu seguro sua coluna sacudindo-a com o máximo de força

A luz prateada foi destronada
Festeje comigo
Pelo que denominamos o demônio
(E eu devo satisfazer a mim mesmo)

Quando eu morro, Eu mato cem
Quando eu morro, Eu levanto mil

Festeje comigo
Pelo que denominamos o demônio
(E eu devo satisfazer a mim mesmo)

Cada buraco de bala em nossa cidade sagrada
É um orifício pra eu estuprar
Toda mulher assassinada é minha puta
E cada preciosa criança chorando
Um globo de fogo dourado

Todas as crianças choram “Babalon, Babalon”*
Oh mãe, para onde foram todas as suas flores?

Eu sou um dígito divino
Eu sou extensa, eu sou aberta a todos.
Eu vou foder o mundo com meus dedos.

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