Os números literários de 2014

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog. E nós estamos compartilhando com vocês este crescimento. Pedimos desculpas também pela ausência desse ano, mas em breve voltaremos com força total!

Aqui está um resumo:

Um comboio do metrô de Nova Iorque transporta 1.200 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 5.300 vezes em 2014. Se fosse um comboio, eram precisas 4 viagens para que toda gente o visitasse.

Clique aqui para ver o relatório completo

Um dia demente na mente de Téo

O desafio era montar um texto onde cada participante do grupo do Facebook poderia escrever apenas uma frase. Eis o resultado 😉

Era uma vez um garoto chamado Téo.
Ele nunca, repito, nunca saiu de casa.
Preso não só em sua casa, mas também em uma realidade construída por livros.
Porém, um dia ele viu a janela aberta, por onde entravam bichos, minúsculos, seres das profundezas da Terra.
Os bichos eram criaturas bizarras com nenhum poder excepcional.
O que tornava eles bem desinteressantes.
Mas esse não foi o principal ao abrir a janela…
Foi que com a luz do sol, ele viu os chifres na cabeça de gigantescos besouros, ou escamas no lugar de pelos, tornavam-se interessantemente assustadores.
Enquanto insetos e bichos entravam pela janela ouviu-se barulho de vidros quebrados e gritos de uma mulher vindos da casa vizinha.
Gritos abafados e horripilantes que ecoavam na cabeça de Téo, chegando cada vez mais perto.
Desesperado, mas curioso, se arriscou e pulou a janela, queria ver o que acontecia.
Logo se deparava com uma espécie de invasão alienígena de insetos intrigantes….
Assim como a invasão tomou conta de tudo, o medo também tomou conta de seu corpo.
Não sabia como agir diante daqueles seres, por isso correu para o seu quarto, porém, agora a janela por onde ele tinha pulado estava fechada.
Ele conseguiu entrar de outro modo.
Passaram dias, mas a curiosidade o perturbava…
Até que em uma manhã, indo até a calçada de sua casa, olhando além da rua, encontrou uma ampulheta e, ao virá-la, sem querer iniciou uma contagem regressiva para que toda aquela situação acabasse, no entanto, de modo persistente, somente…
Somente se ele fizesse os sacrifícios necessários.
O primeiro seria sua vizinha, o que lhe dava um certo alívio em saber que os gritos acabariam.
Por isso seguiu aquela casa, contornando o jardim, decidido.
Pois aquela ampulheta, aquela ampulheta maldita, mudara o tempo, transformara o seu sentimento em ira.
E a ira, que consome pouco a pouco todos os outros sentimentos, e antes o que era amor, se torna ódio .
Mas Téo queria mudanças, e canalizou toda essa ira e o ódio dela oriundo para conseguir atingir seu objetivo principal:
Que era voltar para a segurança do seu quarto.
Mas a voltar-se não havia parede, e tão pouco uma janela que o levasse de volta para casa.
Ele viu então algo que nunca havia reparado: a portinha do cachorro na base da porta de sua casa…
Mas então ele lembrou que ele não tinha cachorro.
E que na verdade aquela não era a sua casa.
Porém, deixou para analisar essas informações depois e apressou-se em se abaixar, tentando adentrar a casa pela estreita porta.
Lá se deparou com algo surpreendente, que lhe apavorou, mas também lhe motivou para prosseguir
Morfeu apareceu na hora e disse que ele estava sonhando
Então o jovem teve uma crise existencial , e pensou “se até mesmo isso é um sonho, toda minha realidade pode ser um sonho, ou seja eu sou um louco ”
“ou eu posso estar vivendo em uma matrix real igual ao filme, mas isso não é possível”
Onde estou?
Pânico, terror e aflição, tomaram conta de Théo
Téo estava muito confuso, mas tentou se acalmar e analisar o mundo à sua volta, constatando que tudo estava normal e nada era parecido com o estranhíssimo sonho que tivera.
Téu deixa escapar o ar preso em seus pulmões e se joga, aliviado, numa poltrona próxima.
E só então se lembrou que tinha assistido Matrix antes de dormir.
Morfeu lhe abraça, em um sono profundo.